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Amazon: Gigante entra de sola

O mercado brasileiro de e-books tem uma peculiaridade: os livros pecam pela má qualidade e os preços praticados chegam a ser maiores do que os da versão impressa (!). Ora, se o custo de produção é bem menor, como compreender essa história? Será que os caras não querem vender?

Talvez seja esse mesmo o caso. As grandes editoras e livrarias não querem largar o osso. Vender e-books pode representar queda significativa na venda de livros impressos – que é como o mercado editorial fatura seus zilhões. A estratégia: oferecê-los a preços proibitivos. É aquela velha lógica de ganhar o máximo possível em detrimento de artistas e consumidores, da produção, da criatividade e da democratização do acesso aos bens culturais.

Felizmente, vivemos uma outra realidade – e quem não se adapta, ao que tudo indica, perece. Este é o cenário que Google e Amazon estão encontrando. Se a miopia brasileira seguir reinando, é provável que o promissor mercado brasileiro de livros digitais seja dominado pelos gringos.

O primeiro passo está sendo dado: desistindo de negociar com as editoras, representantes da Amazon no Brasil têm abordado diretamente os escritores com propostas de publicação. Para se ter uma ideia, a gigante do mercado editorial já detém os direitos autorais da obra de Paulo Coelho.

Paulo Carvalho, do site EbookBR examinou a estratégia de sucesso da Amazon e destacou alguns pontos cruciais:

1- Kindle não é um aparelho é um serviço. Ao reunir uma série de recursos, a marca Kindle tornou-se referência como experiência de consumo pautada pela qualidade e pela eficiência.

2- Constante melhora do serviço.

3- Fidelizar é mais importante que vender. Por exemplo: especula-se que o aparelho esteja sendo vendido por um preço inferior a seus custo de produção.

4- Preço justo é essencial. Aqui, Paulo toca em um ponto delicado: o preço exorbitante cobrado pelos livros no Brasil. No caso dos livros digitais, cujo custo de produção é menor, a sensação de injustiça é ainda maior. Trata-se, porém, de uma estratégia burra: no longo prazo, os livreiros nacionais que não despertarem serão devorados por empresas que respeitem o consumidor ao invés de tratá-lo como um imbecil.

5 – É preciso ser visionário. Os livros digitais vendem atualmente mais do que os livros físicos na Amazon. A diferença está aumentando. Enquanto isso, no Brasil, alega-se que o mercado de e-books não tem potencial. O maior pedaço do bolo ficará com quem acreditar e investir.

Leia o texto completo na fonte: Site Ebook Brasil

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2 comentários em “Amazon: Gigante entra de sola

  1. Texto muito lúcido. É o que sempre digo sobre esse mercado… Como sempre, editoras brasileiras a tomarem posições erradas…

    Glauco (escritor)

  2. Tenho fé, Glauco, de que com a internet, as redes sociais e as novas formas de produção e distribuição, editoras e grandes livrarias com raciocínio muito obtuso vão acabar perdendo o chão.

    Obrigado por compartilhar sua percepção.

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